Ceará, Fortaleza, Jeri e a sociedade…


Jericoarara’s Sunset Dune

Céu azul brilhante, água de côco, tapioca, caju, redes e mais redes, frutas exóticas, vento, alegria, um belo alvorecer, inesquecíveis pores-de-sol, praias e mais praias…resumindo: Ceará, a terra de tudo isso e ainda mais. Lugar propício para o devaneio, para esquecer de que vivemos em cidades grandes, estressantes, e, até entediantes por vezes.

Como passar um tempo num ambiente tão confortável, que não conhece o inverno, que raramente vê a chuva, e simplesmente não agradecer pela oportunidade de ter vivido semanas tão significantes, tão cheias de vida e alegria, tão verdes (vegetação) e amarelas (areia). É revigorante o efeito restaurador causado pela leveza e paz desse pequeno estado de nosso grande país.

E o que falar de Jericoacoara, chamada carinhosamente de “Jeri”? Uma pequena vila longe da civilização moderna, aonde asfalto é uma palavra destoante a ponto de parecer delírio pronunciá-la em voz alta. Areia. Uma boa definição da matéria-prima das ruas de Jeri. Areia. Em Jeri tão ousada a ponto de romper o limite das ruas e adentrar lojas, restaurantes e pousadas. Areia. Carro chefe da Duna do Pôr do Sol. Areia. Dona de matizes que variam com o passar das horas, fazendo-nos surpresa com seus tons tão particulares.

Jeri, um pedacinho de mundo dentro de um parque nacional, protegida dos avanços civilizatórios, como o concreto, o asfalto e as indústrias. O seu combustível é o turismo. Ele traz um mistério para as noites da vila: as diversas, exóticas e mais incríveis línguas do mundo.

Para se ter uma idéia de como é esse lugar, faça o seguinte: pegue alguns quilômetros do Saara, misture com um pedacinho dos verdes penhascos irlandeses, ponha uma pequena vila no meio, tire os postes de eletricidade e voilà!

Às vezes me pergunto por que o ser humano se esforça para se manter com um pé no sofrimento contínuo, e outro nas engrenagens cruéis da sociedade urbana. Porque é tão difícil nos contentarmos com a fuga de tudo isso, sendo que com ela vem a paz interior, a tranqüilidade e até momentos felizes que nem imaginávamos serem possíveis até então?

É possível que tudo seja só uma questão de escolhas influenciadas por vícios e sensações de vazio. Nós escolhemos sofrer e viver sob regras sufocantes. E somos obrigados a fazer essas escolhas, pois somos viciados nesse caos, sentindo-nos perdidos sem ele, vazios, sem rumo.

Como já dizia um velho ditado: “ser ou não ser, eis a questão”…

Advertisements
This entry was posted in Crônicas. Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s