O ponto G da virada da gangorra.


Um dia nublado, silencioso, misterioso. Perfeito demais para ser aceito sem suspeitas. Idiomas ininteligíveis, pessoas diferentes, sistemas que funcionam com precisão mecânica.

Liberdade! Foi a sensação que me preencheu nesse dia tão estranho, exótico, informativo, novo.

O dia em que eu pus os pés na Europa, 29/08/2007. O dia em que saí da lenta subida da montanha-russa e comecei a louca e frenética descida rumo a um amadurecimento emocional,  intelectual e social.

Para minha felicidade, eu já havia me preparado para esse dia, para as mudanças que ocorreriam a partir daquele momento.

Essa preparação veio sob a forma de anseio por contato com novas culturas, e uma abertura ao desconhecido. É crucial ter um certo preparo quando se pretende ir para o exterior. Muitas pessoas passam meses organizando uma viagem, e uma vez lá na Europa, acabam por depender e se prender totalmente à organização e ao planejamento anteriormente feitos.

Comigo foi o contrário. Assim que pus os pés (e as mãos) em Zurique (maior cidade da Suíça), senti algo como uma liberdade, contudo, numa forma somente percebida estando lá. Não a liberdade do sistema, e sim uma física (devido à baixa criminalidade do país) e social (advinda do individualismo arraigado).

Cada país te dá uma percepção e sensação de libertação de algo. Isso se deve, principalmente, à estrutura socio-cultural de cada nação, o que por conseguinte nos permite vivenciar a “liberdade” de várias maneiras, cada uma na sua forma única e peculiar.

Não há um modo de mensurar o quanto as possibilidades e liberdades proporcionadas pelo dia em que pisei pela primeira vez em solo europeu me foram importantes, ricas e benéficas.

Somente eu sei disso. Somente eu sinto isso. E somente eu posso fazer uso pleno de tudo o que absorvi durante a minha estadia no hemisfério Norte.

Agora, compartilhar tudo essa riqueza com as pessoas que não o vivenciaram pode também enriquecer as suas vidas.

Compartilhar é conviver, trocar pontos de vista e ideias.

Compartilhar é sair do seu próprio mundo, abrindo-se às possibilidades e ampliando a sua visão de mundo, e assim aceitando melhor as pessoas e percebendo que o conhecimento pode também vir do compartilhamento e do confronto de ideias.

Eu não vou esquecer o dia 29/08/2007, a data em que eu nasci para o mundo e aprendi algo precioso: COMPARTILHAR!

29/08/2007. Um dia que teria sido ordinário, comum na minha vida, se não fosse pela porta que se abriu para mim: a porta da liberdade!

PS: num outro post eu concederei maiores detalhes acerca das diferentes sensações de liberdade propiciadas pelos diversos países em que estive (Suíça, Itália, Alemanha e Holanda).

Até a próxima crônica!

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One Response to O ponto G da virada da gangorra.

  1. Josy says:

    Também senti essa sensação de “liberdade, contudo, numa forma somente percebida estando lá. Não a liberdade do sistema, e sim uma física (devido à baixa criminalidade do país) e social (advinda do individualismo arraigado).” Experiência única, apesar dos meus poucos dias lá, foi sensacional!

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