Vida de cão, tristeza e solidão


Chuva. Barulho. Água. Tudo de uma vez só, um turbilhão intenso de líquido sendo literalmente jorrado céu abaixo. E eu sentado próximo à lareira, tremendo e gemendo (não sei se de frio ou solidão), enquanto a torrente inacabável ia violentando as telhas, o gramado recém- aparado, a casinha de ferramentas do meu pai. Não bastasse essa situação angustiante, trovões e relâmpagos completavam a sinfonia de sons e imagens. Tudo descolorido, somente o claro e o escuro, o preto e o branco ilustrando essa profusão audiovisual orquestrada pela grande mãe de todos os seres: a natureza.

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Eu lá sentado, quase prostrado, incapaz de movimentar-me um centímetro fora da minha poltrona de veludo desconfortável, cuja cor era de um cinza quase negro, com pouca vitalidade. Aquele evento ensurdecedor, mas não menos impressionante, era de tal modo peculiar e incomum que gerava uma espécie de hipnose forçada, altamente aprisionadora.

Ninguém em casa, muito menos na rua. Férias familiares, com direito a muita diversão num lugar muito distante desta agonia na qual me encontrava. Às vezes, a sensação proporcionada por aquele espetáculo era a de total estupefação, tal era a maestria das forças naturais.

Passou-se um dia até o fim de tudo. Eu desesperado, esperei até a última gota atingir o chão, e então saí para a liberdade do quintal. Chequei a minha casa, tudo no lugar. Os montinhos de bosta haviam sumido, mas a ração estava lá. Sozinho, solitário, acabei me dando conta do meu erro: não deveria ter desejado o fim de tudo, por que já não havia mais nenhum som ou imagem para me distrair. Tédio, tristeza, e um cão abandonado por sua família em férias. Será o meu fim, ou dias coloridos voltarão a sorrir para mim? Pobre vida de cão…

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Filmes, arte e social: um laço indissociável


Ultimamente eu tenho assistido a filmes tão tocantes e significativos! Dois deles eu considero aqui: Antes do Amanhecer e Confiança. O primeiro trata do tema relacionamento amoroso, o segundo de confiança dentro do núcleo familiar.

Ambos são notadamente eficientes no quesito interpretação. Os atores simplesmente dominam as personagens tão naturalmente que mesmo sem por na conta o enredo, extremamente bem elaborado por sinal, nós saímos diferentes depois do fim dos filmes.

As personagens são tão realistas e próximas a seres comuns como nós que os assistimos, que acabam por influenciar-nos, nos fazendo sentir no lugar delas, e isso é a mágica dessas duas magníficas produções. Abarlar-nos e charcoalhar o nosso psicológico, de modo a obrigar-nos a refletir, viver e sentir simultaneamente o visto por nós na tela, é o efeito causado por essa mistura tão harmônica e fluida entre enredo e personagens.

O cinema contemporâneo vive da renda das produções de “massa”, e mesmo assim encontramos pérolas tão brilhantes, cintilantes, alvas, polidas, dignas de apreciação, admiração e elogio.

O capitalismo impera, e isso faz bem aos apreciadores da boa arte dramática, pois gera contraste, chamando-nos a atenção, pelo brlho e esplendor que radiam das citadas pérolas, ao que realmente importa: a arte cujo diálogo e proximidade com a realidade emocional do ser humano estão intimamente ligados, gerando profunda significação para o indivíduo. Alguns teóricos defendem fortemente o aspecto social da arte: sou, pela minha história e dedicação ao mundo artístico, obrigado a concordar…

OBS: os curiosos estão convidados a assistir os filmes para então concordarem ou discordarem da minha fala. Os títulos originais são: Before Sunrise: Antes do Amanhecer – 1995 e Trust: Confiança – 2010. Tradução livre.


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The end of an anime series and its relation with life


Why do I feel sad and so touched when it comes to the end of an anime series? For some reason they seem to be based in some buddhist concepts, as well as japanese social hierarchy and ideal of relationships.

Their idea of happiness and peace of mind is astonishing! It goes all the way through my heart and soul.

Animes always make me wonder about the purpose of life. “What do I have to accomplish?”, “What do I have not to?”,
“What are the boundaries between the material world and the other side?”.

These questions piece through my mind every once in a while, and they keep me busy looking after the possible answers, that means the ones that are real to me, the ones that have some importance to me.

Every answer depends on the person who are looking for them. Everyone has a particular life story, personal goals and wishes. Because of that, their answers will always be shaped according to what they are expecting from them.

To make it simple, answers are manipulated by our whole life story, character and personality. It can’t be any different than that, because we can’t have all the possible answers for our question. We may find out more than one, depending on the situation, but never all of them. That happens because we aren’t able to gather all the available knowledge in the world. The consequence is that for us, limited beings, there isn’t even a single true answer, which could be reached only if we weren’t influenced by everything that happens in our lives and also by the choices we make. A choice is like taking one of the possible roads to get to a city. We can take all the different roads, but as we are doomed to shift our views every time we experience something, we won’t react and feel the same when taking the other roads. The way we feel and react is led by our previous choices, and this produces an eternal chain of choices, what in the end is what turn us into beings who are completely dfferent from each other

We are limited by our shallow perspectives, what provides us some light regarding subjects which are in our angle of view. Anything that goes beyond that is out of our grasp, and so it doesn’t leave any chance for us to completely understand anything.

Why do we seek answers on the past and keep dreaming about the future, instead of just living the present moment and trying to concentrate on the present issues? We can’t have everything, yet, if we keep focused on our lives, then it’s possible to find much more answers about us and our surroundings.

These were just some thoughts regarding human beings.

Thanks for reading!

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Endless sorrow


What does sorrow mean to you? A bad moment when something ugly, dirty or unpleasant happens? Or maybe something deeper like a kind of sorrow that never loose yourself?

The answer is up to each one of us…as we all have different needs, opinions, thoughts, goals and our own way of experiencing life.

But there is one thing that doesn’t change no matter how different we are from each other: sorrow is like an engraved stone, something that never leave us, despite our biggest and most positive efforts to get rid of it.

For some sorrow may be just a feeling that comes with a bad moment, what is not true because this is due to their shallow persperctive. What I mean is that is doesn’t matter if you notice the sorrow or not…It will be ALWAYS there…whether we see it or not.

I must be honest with you: I am a very lonely person, what makes me wonder more often about my relation with sorrow than other people. Some time in the past I came to realize what this means to me. My sense of sorrow gets more accurate when I feel more lonely. By that I mean the moments I am left alone with myself, without a single person around. These are the situations that makes me reflect and go over things. Being a lonely person is not necessarily horrible as most people may think…It’s just a matter of getting accustomed with the situation, and it has very good sides, like having more time and opportunity to mature ideas, thoughts, feelings and emotions.

But when sorrow comes everything is blown away by its big wave…and then depression comes…It’s an endless cycle. And it has a good side. Every time I go through that I become more aware of my feelings.

So…sorrow is something interesting if you realize its importance, yet it’s also a powerful tool for reflecting upon life.

Use it with wisdom and carefulness, because you can run into big depressions and boredom otherwise.

See you guys!

PS: Forgive the big time lapse between this and my last post. I’ve been quite busy lately…

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O poder do sorriso: aprenda com ele!


Um sorriso tem o poder de mudar o mundo!

Talvez essa seja uma afirmação ambiciosa… mas mudar uma vida já é plausível…

O que é um sorriso, além da contração de músculos faciais?

É a expressão mais pura dos nossos verdadeiros sentimentos. Um sorriso, assim como um olhar, pode dizer mais sobre um indivíduo do que se pensa.

Um sorriso superficial, daqueles exibidos em situações sociais formais denota o quanto um ato tão sublime de expressão psico-emocional pode ser diminuído até tornar-se mero instrumento das relações sociais.

De outro modo, um sorriso honesto e despretensioso pode servir de inspiração, reflexão e até motivação para os indivíduos por ele “tocados”.

Certa vez eu conheci uma mulher possuidora de um sorriso único…desses que nunca mais esquecemos. É incrível alguém sorrir de modo tão esplêndido, profundo e honesto como ela. Confesso ter sido atingido pelo efeito estimulante daquele sorriso, e não posso deixar de sentir-me feliz sempre que a sua lembrança vem à superfície dos meus pensamentos.

E é isso que faz desse sorriso algo tão significativo…ele traz um pouco de paz e harmonia aos meus sentimentos…e é tão fácil…basta pensar nele!

Se todos os nossos problemas (ou pelo menos os mais importantes) pudessem ser resolvidos só com simples mudanças de pensamento, o que então seria de nós? Eu gosto de pensar que seríamos menos estressados e agitados, e talvez até mais felizes…quem sabe?

E tudo começou por causa de um sorriso…

Até a próxima caros leitores!

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Fotografia: a arte da apreciação


Foto.

Uma imagem composta por cores, traços, detalhes, texturas, emoções, e ainda, de expressões humanas e animais;

The colorful little boy

Um quadro pintado por meio da percepção sensorial, visual, psico-emocional e e social do artista;

Parece uma pintura, não?

Uma maneira sutil e bela de interligar e/ou expor fatos, críticas e reflexões;

olho mágico

Um modo único de eternizar momentos, expressões e impressões.

é meu! ouse tocar...

Ser fotógrafo é…

Ter sensibilidade e astúcia para intermediar dois mundos: o físico-visual e o sócio-psicológico;

luz mágica + pessoas especiais = foto sensacional

Desenvolver a paciência e a serenidade, fundamentais no processo de captura do fato percebido;

sentem o mistério e a tranquilidade?...

Abrir-se a novas culturas, sociedades e modos de pensar diversos;

Saber fazer arte sem o uso de palavras. As imagens são independentes, falam por si, e fazem caminhos misteriosos dentro do ser humano, levando-o a sensações únicas e muitas vezes marcantes.

tá...eu já fui romântico...

“Uma imagem vale mil palavras. Mil interpretações de uma imagem valem uma vida inteira de experiências” Frase popular adaptada por Felipe Souto Maior.

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Did you ever…? Thoughts on life and goals


Did you ever feel like a wolf out of the Pack?

Did you ever feel like being in the wrong place, after living there for months?

Did you ever feel bored by staying in the same neighborhood for more than 3 months?  Or even being in the same country for years?

Did you ever feel sick with all the automation of the modern urban society?

Did you ever feel like dropping everything and going away far enough to forget where you came from?

Did you ever feel stuck in situations imposed by something or someone?

Did you ever feel that you don’t need all the complexity of the relationships but you just can’t get rid of that because this need for complexity is in your veins?

Did you ever notice that the need for complex relations and feelings is like an epidemic disease, meaning that everybody around you is infected by that and therefore cannot cure themselves because they don’t even look for an antidote as they don’t see their own problem?

Did you ever feel that you are not living your life, but the life you accepted by making “comfortable” choices as working for money instead of doing something more enjoyable?

Did you ever feel REAL pleasure for at least some seconds?

Did you ever do something strictly related to your own desire, without giving a single thought to what others are going to say?

Did you ever…

Did you…

Did…

That’s the contemporary society problem. Too much thinking. Too much babbling.

But no actions…just Dreams…Thoughts…Illusions…Are we going to live for REAL or not?

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Eletrônica X Clássica: mitos, preconceitos e novos conceitos…


Música Eletrônica: sinônimo de putz putz  X   Música Clássica: ah que entediante, me dá sono!

Essas são algumas das visões que existem (no Brasil) em relação a esses dois gêneros musicais. Tudo por que nós não temos uma cultura dedicada a eles. Bom, até temos, mas se pensarmos a nível europeu, tanto a cena clássica como a eletrônica se encontram aqui num estágio inicial de evolução.

Há quanto tempo os europeus estão em contato com Beethoven, Bach, Mozart, entre outros?

Há séculos…

Há quanto tempo eles freqüentam festivais eletrônicos, além de ouvirem um bom número  de rádios com programação exclusiva para amantes do som eletrônico?

Há décadas…

Portanto, quem somos nós para julgar a qualidade de algo que começamos há pouco a ter contato e conhecimento?

É algo para se pensar…

Por outro lado, eu não vim aqui dissertar sobre críticas e preconceitos que circulam pela sociedade. O meu papel aqui é evidenciar uma conexão entre os gêneros citados no início deste post.

Conexão essa desconhecida para muitos, e na verdade só é possível percebê-la através de inferências que fazemos SE tivermos crescido sob a influência dos supracitados. Caso contrário só poderíamos perceber através de explicações sucintas feitas por alguém “antenado” nessa ligação.

Eu decorrerei a respeito do gênero clássico e do eletrônico, mais especificamente a vertente chamada Trance (não confundir com psy, nem techno). Essa é uma vertente pouco difundida no Brasil, sendo mais popular na Europa e nos EUA (por aqui a mais tocada e ouvida é o Psy Trance, ou Trance Psicodélico).

E por  ser pouco conhecida, a ligação entre ela e a música clássica passa despercebida aos olhos poucos experientes dos brasileiros.

Do que é feita a música clássica? De uma partitura composta por notas musicais que precisam estar em harmonia e consonância. E o mais importante é que elas formam uma sequência (longa por vezes) que promove um conjunto harmônico.

Em paralelo, a música eletrônica (Trance) é criada a partir de instrumentos analógicos, a exemplo dos sintetizadores, e digitais, como os computadores, gravadores e softwares de edição de som.

O profissional que produz Trance sempre se preocupa com a melodia e sua sequência harmônica. Mas, nessa vertente não é só a harmonia individual que tem importância, e sim o conjunto de faixas musicais, mais conhecido como SET.

Esse consiste em uma sequência de faixas todas entrelaçadas e interconectadas, de forma a não deixar transparecer a transição entre elas, e assim formando um som harmônico, o qual o ouvido segue sem distinguir a troca, e portanto deixando o ouvinte com a sensação de estar ouvindo uma só faixa, e não algumas dezenas (como acontece no SET).

Essa sensação de continuum é facilmente notada na música clássica ao ouvirmos uma sinfonia.

E é aí que jaz a correlação entre esses dois gêneros, dado que ambos se preocupam com a percepção de continuum, de uma só faixa.

Porém, são poucos os Djs aptos a fazer um SET com qualidade o suficiente para exibir um continuum harmonioso e longo.

Há uma significante direfença entre os sons criados por uma orquestra e por um Dj. É óbvio que há…e no entanto, a questão da harmonia os aproxima através do efeito simbiótico (no sentido de que as faixas se complementam de forma ativa) de manutenção de ritmo e consonância.

É fantástico poder observar esse fenômeno. Experimente ouvir uma sinfonia, e logo em seguida um SET de alta qualidade. Ignore as diferenças sonoras, concentrando-se no efeito anteriormente descrito, e dessa forma ficará claro o paralelismo existente entre o clássico e o eletrônico.

Um produtor atento a isso pode enriquecer muito o seu trabalho, por meio da utilização inteligente de regras de um e de outro gênero.

Outro fato passível de observação é a sequência harmônica formada por conjuntos de faixas eletrônicas, o que leva a uma comparação (imperfeita, porém cabível) com os “movimentos” existentes na música clássica.

Esse post pretende servir de teoria àqueles dispostos   verificar a veracidade das comparações e conexões aqui explicitadas e esclarecidas. Por verificar entende-se ouvir os dois gêneros, analisar e observar os fatos decorrentes.

Bom, fico por aqui com mais um post de blogueiro iniciante…até a próxima!

PS: seguem alguns links de música clássica e eletrônica para melhor compreensão.

Nota: a música eletrônica (não só o Trance) surgiu a partir da música erudita, portanto não é tão surpreendente ver que há ligação entre clássico e Trance.

Eletrônica:

http://www.youtube.com/watch?v=D30-gekdyfM

http://www.youtube.com/watch?v=F-wPT-jFHe4

Clássica:

http://www.youtube.com/watch?v=uXwkue2IJnM&feature=fvsr

http://www.youtube.com/watch?v=odHIb7RAnxw

Exemplo de mistura de eletrônico (no caso House e vertentes) com clássico:

http://blogs.emmy.com.br/mundopickup/musica-classica-e-eletronica-combina/post/1506

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Bicycle Trip from Dovadola 15/09/08 to Pinerolo 24/09/08 Italy 4th Day


18/09/08

4º Day: Cinque Terre – Genova – Cogoleto

Status of Departure:

Time: 09.30 A.M.

Weather: Cloudy and a bit cold

Temperature: about 14ºC

To wake up with all that water just in front of your face is something beyond understanding…during breakfast I felt like eating on a king’s table…it was jus bad that the weather wasn’t good, but at least it didn’t rain…

This is a big cruise ship...Can you imagine how small it is on this big sea?...

If I was coming back home it would be difficult to say goodbye to that special place, but we still had 250km of road to cycle, so I couldn’t be sad knowing that there were still lots of nice places to see and some breathtaking views to admire.

Well, after having everything packed and ready, we went on the way to our next stop: Levanto, the last village of the “Cinque Terre”.

With the first kilometers came a steep ascent, good for waming up the muscles. After some time we found a blockade closing the road, which was made by workers who were mending some points of the road…but the blockade was only for cars…and guess what…we didn’t have a car…heheh…

So we passed straight the blockade and then the road was all ours!

At 11.00 A.M. we arrived at Levanto, with the usual break for “shopping” and lunch…

Levanto seen from our lunch place on the the beach...Can you see the dark clouds in contrast with the fading sunshine over the houses?

The village wasn’t very interesting, but the beach was quite nice, with some rocks to sit on…the water was blue with shades of green and the sand was dark but soft…actually that was our first eating break on a beach…eating on the rocks with just the sounds of waves to listen to…even the sun came out of the clouds to enjoy our presence there…hahah

The coastal side of Levanto

break time, eating bread with camembert cheese under the fading sunlight...

break finished, time to come back to the road, which was a hard thing…steep ascent, steep ascent and more steep ascent…that time was even harder because of the midday sun…

In the latter part of our ascension we entered a forest with high and spaced trees…I had a very good feeling there…If felt like a complete state of peace.

Finally the end of the steep ascent and the beginning of the Lord of the Rings-like forest

After that, the the road became flat again, and the landscape around us reminded me the “U.S.A. – Mexico boarder”, as it had a desert-like appearance, with rocks and cactus. It’s a pity that I didn’t take any picture of it…

Entering the country of Genova...20km until Chiavari!

In mid-afternoon the road turned to the left, running towards the coast…All the way from Cinque Terre to the desert-like place was stuck in the montains, and the road “chose” to run along the sea again…It was wonderful for us…Just perfect. And where the road meets the sea is Chiavari, one of the biggest cities in Liguria (a region of Italy)…yeah big, but not nice…

We just passed through the city, leaving it behind in seconds. After what felt like 30min, the way became montainous again, but this time in a different manner, as it was always running in parallel to the coast. That was the time when I began to dream, stunned by the impressive landscape…try to imagine a coast with high cliffs, a road crossing it and in the same time going up and down, up and down…It was crazy, but gorgeous anyways! The villages we passed through were so peaceful (except for the noisy road) and the view was fantastic.

Rapallo, one of the gorgeous villages across the coastal road which goes from Chiavari to Genova

The road was like that all the way from Chiavari to Genova, and I felt like being in a rollercoaster with so many ups and downs, lefts and rights. But, despite all this being a pleasant view for my eyes, it was hard for our bodies to cope with the steep ascents that were waiting for us after every descent…

Breathtaking view of Santa Margherita!!!

Funny message, hehe...It means: I MAY GO OUT AT ANY MOMENT. It's a smart and kind way of saying: IT'S FORBIDDEN TO PARK HERE

At 7 P.M. we entered the city of Genova. The place really impressed me, as it was bigger than I had thought, with massive traffic, a lot of noises, a nice charm, and by the sea!

We called our friend, but his mobile was turned off. So, we called another friend who lived in Cogoleto, in the outskirts of Genova , and then we went to her place.

We almost got ourselves killed when trying to reach the train station…what the hell was that crazy traffic?! Some important avenues had no stoplights working, having their flowing controlled by a traffic cop in right in the middle of the rush hour!!!

We jumped on the trains (with the bikes) instead of cycling, and we did that for 2 good reasons to follow?

1st: we were very tired; 2nd: it was really dangerous to cycle at night.

One of Genova's train stations

I can’t tell how lucky we were, but for sure more than we could think of…We arrived in  Cogoleto just few hours (about 2) before the rain started…And it rained a lot that night…

Being back to the comfort of a house is really relaxing, especially after such a hard day…

See you guys!…tomorrow some sightseeing in Genova, yuhuuu!

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The children’s essence and tenderness


The infant universe is obviously wonderful and charming as we can see when getting involved, either by playing games or in daily relationship with the small creatures that inhabits it, or even reading stories like the Brothers Grimm, so filled with symbolism.

These little beings, pure and simple as they are, sometimes impress us with their maturity by actions. They are not old enough to understand or use words and metaphors. However,  they are sensitive and open in a way that adults are not able to be, as we are already deeply immerse in the complexity and artificiality of the society in which we live, which is full of rules and taboos.

We should look at children as possibilities for us to recover at least a little of  the purity that has been tainted by our egos, so desirous of power and status. And not only that. The sincere and pure form in wherein they express themselves also demonstrates their attitude towards the world. If they can face anything in a simple and obvious way, why can’t we do the same? I even believe that the urban , modern and collective life could be lighter, with less stress, if the individual would seek to face the situation with more simplicity and objectivity, qualities today ignored, left to the dogs.

Now, I am going to tell you a very precious story, full of symbolism and subtle details, often unnoticeable by the less attentive reader. Pay close attention to it, because you are hardly ever going to hear a similar one . It’s unique and memorable, just like its main character and star: Raphael. Such character touches all who he has been in contact with and does so in such a way that leaves deep and indelible marks in their hearts.

For me this is the picture that better shows his unique expression

Raphael. Keep that name.He’s two years old, has two lovely brothers and  very affectionate and responsible parents. He’s the owner of some of the most striking features  you will ever see. He’s got black eyes, which are thick, deep and hard  as a rock that resists the force of the tide. He’s got smooth fair hair, cheeks soft as cotton and is quite small for his age. He doesn’t speak much, but observes a lot. And, to complete the basic description, he’s got a spontaneous smile, so marvelous that seems like happiness in raw state, almost utopian.

I hope to have given you a better idea of who is this treasure which is so protected and guarded by his parents.

Even when crying he shows his strenght…look at his cheeks

He surprised me from the very beginning. Primarily, for his spontaneity, and later for his facial expression, complex and full of mysteries. He definitely isn’t an ordinary child. The small Raphael is an extremely good observant, attentive to his surroundings, aware of people who engage with him and also how they act towards him. He never opens up to someone, not allowing even a smile, if he doesn’t trust and feel comfortable with that person. It may seem a cold reaction, but deep down it’s a smart way to deal with people, especially when you are three years old and emotionaly susceptible to external influences.

Who nees a top model when we have such a perfect boy near us?…

The little angel showed me more than just confidence and friendship. By living with him, I could see that children can also be a source of great and deep learning. I did not hear him talk much and indeed he did not yet have adequate ability to express himself through sentences. He could only make use of isolated words. Nonetheless, his deep look, with those “big black balls” (his eyes), expressed all he wanted and even a bit more. Making eye contact with him was like looking at the infinite and what would bring me back to reality was his smile. I wish I could smile like that. Yet, better than smiling like him was feeling the joy overflowing within me whenever I got touched by such a beautiful  expression of happiness. Each time he was smiling or grinning I felt like I wanted to laugh and cry of joy until I couldn’t take it anymore, such was his influence upon me.  It is impossible to forget all the moments I lived with him because, despite having made me feel alive and radiant, they had also a timeless character. I’m saying that since such moments are so alive inside me and also part of my vision and understanding of the world, that it seems as if there was only what is real, alive within us, regardless of past or future, thus timeless.

After a few months this boy became both my best friend and a faithful companion to me. An exchange of glances or even going for walk with him was worth more than most people could offer. Time seemed to stop when we would go to the lake, sit on the pier and watch the birds, sailboats, and the beautiful mountain landscape surrounding us. He was always willing to make these tours and walks. Once in a while we would take some fruit to feed to the ducks and, of course, he loved to do so. He seemed to radiate happiness, as if feeding the birds was more grand and gratifying than winning a new toy.

That’s why I tell you to pay attention to these great little beings. He had a great sense of duty. If you asked him something, even if it was to be made a week later, he would remember and do it. I had the habit of “trocar figurinhas” with him, which means, that if I did something good for him he would return my favour. One example: sometimes, at night, I would ask him to wake me up the next day and he would go into in my room, open the door himself, come to my bed and give me a kiss on the cheek and say: “Pipipi, wake up!”. Nevertheless, before making my request, I would massage him. He had, and perhaps still has, a pain on his back, reason that I felt compelled to massage him every night before he went to sleep. The situation was happy and sad at the same time. Anyways, he was so cute and nice that I felt like I had to please him every night in order to ease his pain.

Raphael. Keep that name! A boy who loves nature, animals, the beauty of things, the good moments with his loved ones and most importantly: being a child. A great little boy, who earned my respect and my friendship.

I’ve traveled a lot in Europe, eventually meeting new people, getting involved and learning with them. But, no one got close to me as the little one did. And none ever managed to have, in my heart and mind, such position of prominence and importance as he does. It never occurred me to cry for him. There is no point in doing so. He became part of me for his personality, charisma, presence of mind and companionship.

Whenever I look at his photos, which were taken by me with such commitment and dedication, I feel happy, almost enlightened by doing so. It is difficult to explain with words what he means to me, as words are only a representation of things, unrelated to their real essence. He’s got something on his personality that,  by living in the same house, I was able to notice and admire. It is easier to see the truth that lies in a child, as they are very open and fragile. We need to be careful if we don’t want to  cause irreparable harm to such pure little beings as children.

Getting involved in the child’s world is magical and enriching, despite some moments in wich we feel so sorry to see a such a gentle being crying.  Try to uncover this world because there are many Raphaels out there, eager to guide you through the infinite paths of this garden called CHILDHOOD.

Text based on the ten months I’ve lived with Raphael, a child  that was capable to change my life in a complete and meaningful way

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O ponto G da virada da gangorra.


Um dia nublado, silencioso, misterioso. Perfeito demais para ser aceito sem suspeitas. Idiomas ininteligíveis, pessoas diferentes, sistemas que funcionam com precisão mecânica.

Liberdade! Foi a sensação que me preencheu nesse dia tão estranho, exótico, informativo, novo.

O dia em que eu pus os pés na Europa, 29/08/2007. O dia em que saí da lenta subida da montanha-russa e comecei a louca e frenética descida rumo a um amadurecimento emocional,  intelectual e social.

Para minha felicidade, eu já havia me preparado para esse dia, para as mudanças que ocorreriam a partir daquele momento.

Essa preparação veio sob a forma de anseio por contato com novas culturas, e uma abertura ao desconhecido. É crucial ter um certo preparo quando se pretende ir para o exterior. Muitas pessoas passam meses organizando uma viagem, e uma vez lá na Europa, acabam por depender e se prender totalmente à organização e ao planejamento anteriormente feitos.

Comigo foi o contrário. Assim que pus os pés (e as mãos) em Zurique (maior cidade da Suíça), senti algo como uma liberdade, contudo, numa forma somente percebida estando lá. Não a liberdade do sistema, e sim uma física (devido à baixa criminalidade do país) e social (advinda do individualismo arraigado).

Cada país te dá uma percepção e sensação de libertação de algo. Isso se deve, principalmente, à estrutura socio-cultural de cada nação, o que por conseguinte nos permite vivenciar a “liberdade” de várias maneiras, cada uma na sua forma única e peculiar.

Não há um modo de mensurar o quanto as possibilidades e liberdades proporcionadas pelo dia em que pisei pela primeira vez em solo europeu me foram importantes, ricas e benéficas.

Somente eu sei disso. Somente eu sinto isso. E somente eu posso fazer uso pleno de tudo o que absorvi durante a minha estadia no hemisfério Norte.

Agora, compartilhar tudo essa riqueza com as pessoas que não o vivenciaram pode também enriquecer as suas vidas.

Compartilhar é conviver, trocar pontos de vista e ideias.

Compartilhar é sair do seu próprio mundo, abrindo-se às possibilidades e ampliando a sua visão de mundo, e assim aceitando melhor as pessoas e percebendo que o conhecimento pode também vir do compartilhamento e do confronto de ideias.

Eu não vou esquecer o dia 29/08/2007, a data em que eu nasci para o mundo e aprendi algo precioso: COMPARTILHAR!

29/08/2007. Um dia que teria sido ordinário, comum na minha vida, se não fosse pela porta que se abriu para mim: a porta da liberdade!

PS: num outro post eu concederei maiores detalhes acerca das diferentes sensações de liberdade propiciadas pelos diversos países em que estive (Suíça, Itália, Alemanha e Holanda).

Até a próxima crônica!

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Life as a magic and a possibility of true knowledge


What’s life?…Choices? Karma? Destiny? Bonds? Or a mix of everything you can think of?

I don’t know, no one will ever know…because if life could be predictable we wouldn’t have any bad experiences, would we?

More I think about this subject, more I get the feeling that the so-called “mistery” of life is a gift. It’s like a tiny drop of magic, which can dramatically change our entire life!

I always fell happy when I think about this “mistery”. This is what gives our life some charm.

It’s funny to say all that, because I don’t feel so happy when I think about people. They are so predictable most of the times, their minds are so shallow, their personality so void…They don’t even suffer, because how can someone feel anything when living such a meaningless life?! Even all the suffering, pain and agony are felt in a very low level.

I know that it’s not necessary to have a lot of stuff in order to be happy…but neither using drugs, driking alcohol and smoking are going to solve their problems, nor they’ll make them joyous or delighted with their lives.

The keyword is: SELF KNOWLEDGE. This is the most important thing in life. We are like a cauldron filled with memories, feelings, sensations and expectations. Yet, only by taking drop by drop from the cauldron, we can study and understand its content. We can take a drop and feel a really bad smell, in a way that we feel like giving up on our “research”, but if we don’t gather strength to fight that, we will never be able to learn about the content and then diminish our suffering. So, our lives will be as pointless as many others are at this present moment.

Only through self knowledge one can have inner peace, less stress and  a better life.

I’m not saying this is an easy mission. It’s the hardest and yet the most surprising and perhaps also the most incredible experience you can have! Give it a try…You have nothing to lose but all your fears and doubts about yourself.

See you guys!

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Bicycle Trip from Dovadola 15/09/08 to Pinerolo 24/09/08 Italy 3rd Day


17/09/08

3º Day: Lucca – La Spezia – Cinque Terre

Status of Departure:

Time: 09.30 A.M.

Weather: Sunny, a bit wet and cold

Temperature: Unknown

A good night (sleep) can really change your day, and sleeping at friends is something that makes the travel even more pleasant…!

2 days of cycling were enough to put my legs in fit. I don’t feel pain anymore and it feels like they are stronger.

Well, we took a small, and in the beginning, steep road to the sea. In half and hour we reached the top, just to go down again (like a rollercoaster) heheh…but this time we had a spectacular view of the sea!

At about 11 A.M. we arrived at a small coastal city called Viareggio, which has lots luxury boutiques and kilometers of beaches. Then, we took a cycle path that runs in parallel with the sea. The cycle path was surrounded by hotels (thousands of them), fashion stores (yeah!, and also other types of store just 50m from the salt water!). It was a nice place to be, as the path was straight all the way for 30km or something, amazing eh?!

The Mediterranean Sea seen from the Cycling Path in Viareggio

The cycling path with the stores (fashion, accessories and souvenirs) on hte left

At noon a stop for lunch, but only for eating…no resting time, as it was too hot for that…So, we went straight again and again…It’s impressive how much time we spent going straight, without a single turn! We passed by a big seaport, and then we took a small but peaceful road to La Spezia.

Me on the small road to La Spezia

One of the most rare sights in La Spezia: a beautiful scene, without industries, slums and all the sort of dirty and ugly things

Before speaking about La Spezia, I must comment about the road that led us there…Well, it’s not only a road…It’s also a place for pleasure, with breathtaking landscapes and charming fishermen villages on the cliffs!

One of the charming fishermen villages seen from the road to La Spezia

Well, continuing…We arrived at La Spezia at 3 P.M. more or less, and we’ve lost a long time looking for our “Survival Kit Store” (The city as quite big and confusing), caused by lost of turns, stoplights, traffic and without any knowledge of the city…

At 5 P.M. we departed from there, after having a break for eating (in peaceful and silent park, which felt like a bless, because La Spezia is a noisy and dirty city!). This time heading to Cinque Terre (it means Five Lands). WOW! Every meter of the road which cross this place is a dream…I cannot describe the view with words!

This is Cinque Terre! 18km of high and green cliffs...MARVELOUS!

Cinque Terre is named after the 5 villages placed on this small piece of land across 18km of cliffs

After like 15km (sometimes very hard, as the road had some steep parts) going slowly to enjoy every piece of the stunnig scenario, and stopping many times for pictures, we found a place to sleep in a vineyard just beside the road…Well, we had to work hard to reach the upper part of the vineyard, as it was in a steep terrain…It felt like climbing a mountain! The place we found to sleep in was very limited in space, and it was meters from the precipice, so we had to be careful when moving around…otherwise we could fall into the abyss and then end of trip…we hide our bikes behind the bushes to keep them out of sight.

You might spend lots of money to go to a beautiful place, and yet you will not have the indescribable feeling that we had…We slept on the grass, just above the vineyard and below the woods (yeah, there was like a forest above our heads…uphill), and with the big and blue Mediterrean Sea in front of us…What else could we wish for?

The Mediterranean seen from our sleeping place! Better than any cinema!

So, for today I have finished my post…Time to sleep, because tomorrow it’ll be even better…Actually I’m already excited about seeing the ocean on the morning light.

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Picasa Website


This is my Picasa Website, where you can find some of my pictures from trips around Brazil and Europe.

Esse é o meu site do Picasa, aonde vocês podem ver algumas das minhas fotos de viagens pelo Brasil e pela Europa.

picasaweb.google.com/fsmaior

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Bicycle Trip from Dovadola 15/09/08 to Pinerolo 24/09/08 Italy 2nd Day


16/09/08

2º Day: Olive trees field (nearby Firenze) – Pisa and Lucca

Status of Departure:

Time: 09.10 A.M.

Weather: Sunny but not hot

Temperature: about 15ºC

After taking a fast breakfast with the warmth of the sun and the beauty of the view, we loaded the bicycles.

Bicycles ready, so time to get on the road again!

After cycling for one hour, surrounded by beautiful landscapes and some details that only our eyes could see, we stopped to buy our “Survival Kit” and change clothes from pants and pullovers to t-shirts and shorts, because by 11 A.M. it was already hot!

Road again..kilometers and kilometers of small villages, sunflower plantations, olive plantations and in some parts the road was surrounded by trees! Well, I don’t have sufficient words to describe the Tuscan (Toscana) Region…The richness of the nature is really impressive here.

At 3.30 P.M., after hours of cycling we finnaly saw the so-awaited sign written “Pisa”. Awaited because we were very curious about seeing the famous and strange tower…but we got lost on the city. We spent 15 minutes trying to find the tower, and then when we finally found it, WOW! Impressive!

The Leaning Tower of Pisa on the background

Big palace beside the tower

So, there we relaxed for some time by taking pictures, admiring the buildings, refilling our water bottles, and also laughing at a group of cyclists from Venice, because they asked the Police if they could take a picture without the public, so it would be only them! Ridiculous…you cannot just put out thousands of people from such a famous place like that one only for taking a picture…

So, relaxing time passed, time to cycle again! This time heading to Lucca, where a friend of ours was expecting us…It’s 20km to Lucca, what means one hour cycling.

At the half of the way, the road started to go up to the mountains, and what a beautiful view you have from the top of the road…just marvelous. From there you can see the whole region, including The Leaning Tower of Pisa. Just a pitty that I couldn’t stop for pictures of the horizon because there was no place to stop at all. The road itself is like a dream!  The landscape around the road was just perfect, with nice trees on both sides, big plantantions and dazzling mountains…No complains about that. Actually this part of the trip is the most beautiful until now!

When the ascent finished, we entered in a nice 1km long tunnel. Yeah noisy, but yet very nice, specially because after that came the descent…after every ascent there is a descent, no second thought about that, for it’s a rule, and also a pleasure when it comes to the descent part.

At about 5.40 P.M., the arrival in Lucca became true! We saw a part of the city, which includes the beautiful and old historic center, with a big wall surrounding it. The wall had a walking path on its top, with big trees on both sides. I found it cool, because the wall is like 4 or 5 meters high, so it feels like walking on the Great Wall of China…what an unfair comparison!

The big wall with the walking path on its top

Wall again...

.We did all this sightseeing while looking for our friend’s house, what by the way, became impossible, because there were two streets with the same name! We could only find one of them, so we called our friend and he came to pick us up. Now is the end of our day. At his house we had comfort, shower, and good company to talk with. Yeah, nice time here, and tomorrow we have beaches, iuhuuuu! Good night guys!

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Bicycle Trip from Dovadola 15/09/08 to Pinerolo 24/09/08 Italy 1st Day


Note: Dovadola (Montepaolo) is a small village in the middle of the hills of the northeast part of Italy, near Bologna

15/09/08

1º Day: Montepaulo – Firenze (120km)

Status of Departure:

Time: 9.15 A.M.

Weather: Cloudy, Windy and Cold

Temperature: 12ºC

To start with I have to say that I was a bit worried about the weather few days ago, but yesterday evening I saw the weather forecast for the next 3 days from the places we are heading to. And I feel relieved to know that only today will be cloudy. The other days are all sunny, and this is just perfect because we are heading to the beaches!

The beginning: Firstly, we went the way down from Montepaolo to Dovadola, hehe wonderful 7km of speed! I love to go down! Once in Dovadola, we took the main road to Firenze. At the beginning the way was easy and beautiful, and after 2 hours of cycling we stopped to eat…Well, the food seems to be better than ever whenyou make such a physical effort like we did, and this because we had only some fruit and sandwiches…I mean, simple food. Very nice eh!

So we left again, to go up like 500m, and that was the hardest part of our first day cycling, with steep ascents all the way until the top, which is “Passo del Muraglione”, at 907m above sea level. Once there, we took some pictures, because the view is just awesome!

I was very happy to have gotten there, because I knew that every road that goes up must go down afterwards…heheh!

The way down was very exciting, specially at 60km/h!

That was one of the best moments of the trip, when I could really sense the sensation of freedom caused by the speed and the turns, and all I could hear was the wind blowing on my whole body!

After that, the road became flat again, with nice landscapes to admire.

At 3 P.M.we stopped to eat and restore some energy to cycle the remaining kilometers to Firenze.

So, energies restored, stomachs filled, we went on again, but slowly this time, because I was having strong pain on my legs, caused by all the effort I did to reach the top of the pass. Nevertheless, everything went fine and at 4.45 P.M. we arrived at Firenze, and WOW! It was a really big city!

Well, not only big, but also beautiful and crowded with lots of tourists, and a really crazy traffic. I wonder how it’s possible to make that traffic flowing like I was back there, just incredible how it was crazy and on the same time functional!

But WE are more crazy…hehehe. We cycled fast through cars, vespas (small motorcycles, typical of Italy) and other bicycles, sometimes going on the wrong side of the road as well, heheh!

We managed to get to the supermarket to buy our “Survival Kit”, the food of course!

From the paradise called Supermarket, yeah paradise, at least for tired and hungry guys like us, we went back again on the crazyness of the city to find our way out, so we could look for a place to sleep on  the wild.

15km from Firenze we saw a field that could make us happy…we came up the road with olive trees at our left and grapes at our right, and then, after some time seaching the place, we found a good place by the olive tree’s field, with a spetacular sunset, yeah no clouds anymore! The place had a panoramic view over Firenze and there was a big full moon in the sky, so what else could we ask for?

Firenze, seen from the Olive trees field

Impressions: It’s worth to say that I loved that city (Firenze), which is a very romantic place!

So, now I’m very happy I hope to have an even better day tomorrow. Well guys, now I’ll go inside my sleeping bag, so see you guys tomorrow

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Ceará, Fortaleza, Jeri e a sociedade…


Jericoarara’s Sunset Dune

Céu azul brilhante, água de côco, tapioca, caju, redes e mais redes, frutas exóticas, vento, alegria, um belo alvorecer, inesquecíveis pores-de-sol, praias e mais praias…resumindo: Ceará, a terra de tudo isso e ainda mais. Lugar propício para o devaneio, para esquecer de que vivemos em cidades grandes, estressantes, e, até entediantes por vezes.

Como passar um tempo num ambiente tão confortável, que não conhece o inverno, que raramente vê a chuva, e simplesmente não agradecer pela oportunidade de ter vivido semanas tão significantes, tão cheias de vida e alegria, tão verdes (vegetação) e amarelas (areia). É revigorante o efeito restaurador causado pela leveza e paz desse pequeno estado de nosso grande país.

E o que falar de Jericoacoara, chamada carinhosamente de “Jeri”? Uma pequena vila longe da civilização moderna, aonde asfalto é uma palavra destoante a ponto de parecer delírio pronunciá-la em voz alta. Areia. Uma boa definição da matéria-prima das ruas de Jeri. Areia. Em Jeri tão ousada a ponto de romper o limite das ruas e adentrar lojas, restaurantes e pousadas. Areia. Carro chefe da Duna do Pôr do Sol. Areia. Dona de matizes que variam com o passar das horas, fazendo-nos surpresa com seus tons tão particulares.

Jeri, um pedacinho de mundo dentro de um parque nacional, protegida dos avanços civilizatórios, como o concreto, o asfalto e as indústrias. O seu combustível é o turismo. Ele traz um mistério para as noites da vila: as diversas, exóticas e mais incríveis línguas do mundo.

Para se ter uma idéia de como é esse lugar, faça o seguinte: pegue alguns quilômetros do Saara, misture com um pedacinho dos verdes penhascos irlandeses, ponha uma pequena vila no meio, tire os postes de eletricidade e voilà!

Às vezes me pergunto por que o ser humano se esforça para se manter com um pé no sofrimento contínuo, e outro nas engrenagens cruéis da sociedade urbana. Porque é tão difícil nos contentarmos com a fuga de tudo isso, sendo que com ela vem a paz interior, a tranqüilidade e até momentos felizes que nem imaginávamos serem possíveis até então?

É possível que tudo seja só uma questão de escolhas influenciadas por vícios e sensações de vazio. Nós escolhemos sofrer e viver sob regras sufocantes. E somos obrigados a fazer essas escolhas, pois somos viciados nesse caos, sentindo-nos perdidos sem ele, vazios, sem rumo.

Como já dizia um velho ditado: “ser ou não ser, eis a questão”…

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Crianças e monstros – uma relação subestimada e incompreendida


O que as crianças pensam e sentem quando são oprimidas pelos pais, ou quando sofrem com seus próprios dilemas?  Eu não sei dizer exatamente, até por que esses humaninhos misteriosos são indecifráveis, apesar de toda a sinceridade dos seus sorrisos, olhares e expressões.

Eu gosto de acreditar que, dentro de suas mentes habitam vários monstros, cada qual correspondendo a uma emoção ou sentimento da criança. A partir dessa crença, é possível imaginar porque eles são tão confusos e ao mesmo tempo hipnotizantes.

Arrisco até a dizer que cada monstro se manifesta num momento diverso, ou até mais de um num momento de indecisão. Nós também temos nossos monstros pessoais, entretanto, não somos tão honestos e puros conosco mesmos como uma criança.

Muitas vezes chamamos um garotinho de fofo quando está chorando, ignorando tudo o que pode potencialmente estar acontecendo em sua mente. Por que nós adultos tendemos a subestimar o poder das crianças? Por que só nós sabemos o que é sofrer por amor ou por que perdemos alguém?

Esses pequenos também são capazes de ter sentimentos e emoções tão complexas quanto as nossas, mas insistimos em tratá-los como se fossem bonecos com os quais brincamos e nos divertimos quando queremos.

Eu tive algumas experiências boas com os pequeninos, e sinceramente, aprendi mais sobre a vida e sobre relacionamentos interpessoais com eles do que com os adultos. É mais fácil aprender com eles, devido à clareza com a qual a suas idéias nos são transmitidas, sem os mecanismos complicados que os adultos insistem em utilizar.

Para finalizar, faço uma pergunta para ser interiorizada e refletida com paciência e sabedoria: Como podemos querer mudar o mundo, transformando-o num lugar melhor, sem compreendermos verdadeiramente as nossas crianças? Por que privá-las de serem si mesmas para se tornarem “enquadrados” como nós? É esse o futuro que queremos, continuamente gerando essas pequenas maravilhas, para então transformá-las em indivíduos desprovidos de consciência de si mesmos e mais preocupados com a sua conta no banco do que com seus próprios familiares? Pensem bem…e até a próxima crônica.

Crônica baseada na interpretação do filme “Onde os monstros vivem” de 2009.

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A ternura e a essência infantis


O universo infantil é visivelmente maravilhoso e encantador, como podemos notar ao nos envolver, seja em brincadeiras ou na convivência diária, com os pequenos seres que o compõem, ou  até lendo contos como os dos Irmãos Grimm, tão cheios de simbolismo.

Esses pequenos seres, puros e simples que são, às vezes nos impressionam pela maturidade que apresentam, não com palavras, mas sim com atitudes. Eles não têm idade nem compreensão o suficiente para usar de palavras e metáforas, contudo são sensíveis e abertos de um modo que nós adultos já não podemos mais ser, por já estarmos há muito tempo mergulhados na complexidade e na artificialidade da sociedade em que vivemos, tão cheia de regras e tabus.

Nós deveríamos olhar para as crianças como possibilidades que nos aparecem de modo a nos dar uma chance de resgatar pelo menos um pouco da pureza há tanto maculada pelos nossos egos desejosos de poder e status. E não só isso. A forma pura e sincera por meio da qual elas se expressam também demonstra a sua postura em relação ao mundo. Se elas encaram tudo de maneira tão simples e óbvia, então por que não fazemos o mesmo? Penso até que a vida urbana, coletiva e moderna poderia ser mais leve, com menos estresse, se cada indivíduo se focasse em encarar as situações com mais simplicidade e objetividade, qualidades hoje ignoradas, deixadas às moscas.

Agora contar-lhes-ei uma história muito preciosa, cheia de simbolismos sutis e detalhes pouco perceptíveis aos menos atentos. Prestem muita atenção nela, pois vocês não lerão outra parecida. Essa é única e memorável, assim como a personagem que dela é a estrela. Personagem essa que toca a todos os que com ela têm contato, e o faz de tal forma que deixa marcas profundas e inapagáveis em seus corações.

Raphael. Guardem esse nome. Tem dois anos de idade. Tem dois irmãos muito amorosos. Pais muito afetivos e responsáveis. Dono de uma das feições mais impressionantes e enigmáticas que eu já vi. Olhos negros, densos, profundos e duros como uma rocha que resiste à força da maré. Cabelos loiros bem claros e lisos. Bochechas macias como algodão. Pequeno para a própria idade. Fala pouco e observa muito. E pra terminar a descrição básica, é dono de m sorriso daqueles tão espontâneos que nos dá a idéia de felicidade em estado bruto, utópica.

Com isso espero ter dado uma idéia melhor de quem é esse pequeno tesouro guardado e bem protegido pelos pais.

Eu já desde o início me surpreendi com ele. Primeiramente pela sua espontaneidade, e posteriormente, à medida que o fui conhecendo, pela sua expressão facial complexa e cheia de mistérios. Ele definitivamente não é uma criança normal. O pequeno Raphael é extremamente observador, atento ao que o cerca, ciente das pessoas que se envolvem com ele e das atitudes das mesmas. Ele nunca se abre pra alguém, não permitindo nem mesmo um sorriso, antes dele confiar e se sintir à vontade com a pessoa. Pode parecer frieza agir assim, mas no fundo é uma maneira inteligente de se relacionar, principalmente quando se tem três anos de idade e total abertura emocional.

O anjinho me mostrou mais do que confiança e amizade. Com ele eu pude perceber que as crianças também podem ser fonte de grandes e profundos aprendizados. Eu não o ouvia falar muito, e na verdade ele não tinha habilidade suficiente pra se expressar por meio de frases ainda. Eram só palavras soltas. Todavia, o seu olhar, com aquelas “bolas negras” (olhos), dizia tudo e até um pouco mais. Trocar um olhar com ele era como encarar o infinito, e o que me trazia de volta à realidade era o seu sorriso. Ah! Quem me dera poder sorrir daquele jeito. Mas, melhor do que sorrir à moda dele, era admirar e sentir a alegria transbordar em mim quando tocado por tão tenra expressão de felicidade. Cada vez que ele sorria, ou dava gargalhadas eu sentia vontade de rir e chorar até não agüentar mais. É impossível esquecer dos momentos com ele, por que além de terem feito eu me sentir vivo e radiante, eles também tem um caráter atemporal. Eu digo isso porque tais momentos são tão presentes em mim, integrados à minha visão e compreensão do mundo, como se só existisse aquilo que é real, vivo dentro de nós, sem contar com o passado ou futuro, e a nossa capacidade de acessarmos essas informações quando quisermos significa que esses sentimentos e sensações são eternos e atemporais dentro de nós.

Esse garoto se tornou em alguns meses tanto o meu melhor amigo como meu mais fiel companheiro de vida. Uma troca de olhares ou um passeio com ele me valia mais do que a maioria das pessoas seria capaz de me dar. O tempo parecia não passar quando íamos à beira do lago, sentávamos no píer e apreciávamos os pássaros, os veleiros e a bela paisagem montanhosa ao nosso redor. Ele estava sempre disposto a dar esses passeios. De vez em quando levávamos alguma fruta para jogar aos patos, e é claro que ele adorava. Parecia irradiar felicidade, como se alimentar os pássaros fosse mais grandioso e gratificante do que ganhar um brinquedo novo.

É por isso que eu digo para prestarmos atenção a esses pequenos grandes seres. Ele tinha um grande senso de dever. Se você lhe pedisse algo, mesmo que fosse para ser feito uma semana depois, ele o lembrava e fazia. Eu tinha o hábito de “trocar figurinhas” com ele, ou seja, eu fazia algo por ele, e ele retribuía. Um exemplo disso: à noite eu pedia a ele para me acordar no dia seguinte, e ele ia lá no meu quarto de manhã, abria a porta sozinho, vinha me dar um beijo no rosto e dizia: “Pipipi, acorda!”. Entretanto, antes que eu fizesse o meu pedido, eu o massageava. Ele tinha, e talvez ainda tenha, um problema de coluna, e isso me deixava na obrigação de massageá-lo todas as noites antes dele dormir. Era uma situação feliz e triste ao mesmo tempo. Não obstante, ela me levava a querer agradá-lo sempre, de modo a amenizar a sua dor.

Raphael. Guardem esse nome! Um menino que ama a natureza, os animais, a beleza das coisas, os momentos com as pessoas queridas e o mais importante: ser criança. Um pequeno grande garoto, que conquistou a minha amizade e o meu respeito.

Eu já viajei muito, inclusive pela Europa, conhecendo uma grande quantidade de pessoas, me envolvendo e aprendendo com elas. Porém, nenhuma conseguiu se aproximar de mim como o pequenino fez. E nenhuma jamais chegou a ocupar, no meu coração e mente, a posição de destaque e importância que ele ocupa. Nunca me ocorreu de chorar de saudades por ele. Não há porque fazer isso. Ele se tornou parte de mim, por meio da sua personalidade, carisma, presença de espírito e companheirismo.

Sempre que vejo as suas fotos, tiradas por mim com tanto empenho e dedicação me sinto feliz, iluminado por ele. É difícil explicar com palavras o que ele é para mim, pois as palavras são somente uma representação das coisas, sem relação com a essências das mesmas, e ele tem algo na própria essência que, só convivendo na mesma casa, eu pude então perceber e admirar. É mais fácil notar a verdade que há numa criança, uma vez que elas são muito abertas e frágeis. É preciso até tomar cuidado, pois podemos causar danos irreparáveis a esses pequeninos tão puros.

Se envolver no mundo infantil é mágico e enriquecedor, além de ter momentos em que sentimos tanto dó de ver um ser tão delicado chorar, que temos que nos segurar! Descubram esse mundo, pois neles há muitos Raphaéis, ansiosos por guiá-los pelas veredas e caminhos infinitos desse jardim chamado INFÂNCIA.

Texto baseado nos dez meses em que vivi com o Raphael, uma criança que foi capaz de mudar uma vida: a minha.

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Sexo: prazer, emoção, e quem sabe, união


Sexo. Hoje tão  banal, politizado e fútil. Eu não vivi para ver como este foi tratado pela sociedade em outras épocas. A história pode nos dizer isso, mas não acredito piamente nela, afinal quanta manipulação não há por trás do que conhecemos como História da Humanidade. Prefiro então acreditar no que eu vivo e vejo “in persona” na vida, pois nesse caso posso atestar a veracidade.


Meu objetivo aqui é compartilhar uma experiência que me ocorreu há alguns anos. Naquela época eu vivia uma vida mais tranqüila, num país em que cidade grande não existe (em sua maior cidade haviam 350.000 habitantes), em que as pessoas têm menos stress, mais contato com a natureza, mais tempo pra viajar e são menos “intrusivas”, ou seja, se involvem menos  na vida alheia. Além disso, eu seguia (na verdade ainda sigo) uma  certa filosofia de vida, baseada na vivência de experiências e na posterior absorção e compreensão das mesmas.


Toda essa descrição do contexto é de suma importância, pois que ela nos ajudam a ter uma idéia de porque tal pessoa agiu de tal maneira, além de darem uma noção de como se deve analisar o que será apresentado.


Pois bem, vamos aos fatos. Eu confesso que nunca aceitei  a  visão simplista sobre o sexo, de que ele precisa de um contexto de namoro, casamento, ou prostituição. Essa é uma visão,  ao meu ver, muito fechada, como se sexo fosse uma ferramenta a ser utilizada em situações mecanicamente pré-determinadas pela sociedade, e não um fato biológico fluido, que necessita não de regras, mas sim de harmonia, intenção e emoção para que realmente cumpra a sua função. Nós não somos animais comuns, que acasalam por necessidade puramente reprodutiva, e sim seres que têm sentimentos, emoções, percepções e sensações , às vezes bem profundos, e que nos levam a vivenciar mais intensamente os momentos e prazeres da vida, e o mais importante: refletir sobre eles.


Certa vez eu vivi momentos inesquecíveis com uma mulher, e eles me fizeram refletir o suficiente pra produzir esta crônica. Eu gostava muito dela, e ela de mim. Nós passamos uma semana juntos durante as férias de inverno, e durante esse tempo tivemos uma experiência marcante no que toca o sexo. Ela não foi marcante só pela boa companhia, mas também pela sintonia que havia entre os dois. Eu sabia o quê e quando ela queria, por isso não foi difícil satisfazê-la, e ao mesmo tempo me sentir satisfeito por estar fazendo algo pelos dois.


O sexo começava com uma massagem relaxante, pra tirar o stress do dia e assim tornar as coisas mais prazerosas. A massagem funcionou como preparação não só pra ela, que foi massageada, como pra mim, pois me trouxe uma certa serenidade, permitindo assim uma melhor concentração no que eu precisava fazer. Imaginem que a massagem funcionou como uma meditação naquele momento. Sexo bom é aquele sem pressa, em que nada é forçado ou friamente calculado. Eu confesso ter me sentido estranho ao saber exatamente o que fazer, pois de outras vezes eu me vi perdido. Contudo, pela resposta dela aos meus estímulos e pelos movimentos dela, eu percebi que eu a satisfazia, executando com perfeição e na ordem que ELA queria, e não na que eu queria. Não há como uma transa fluir sem haver uma sintonia entre os envolvidos. E havendo a mesma é possível entrar num estado mental de vazio, tranqüilidade, e a partir daí é que se pode perceber a união de dois seres, com a sensação de dois se tornarem um, de modo que ambos não saibam quem é quem, pois nesse momento não há distinção entre masculino e feminino: são duas almas e corpos unidos e trocando energias.


Para mim foi fantástico ter podido perceber que há mais numa relação sexual do que os nossos olhos e a sociedade dizem. É preciso sentir mais do que tesão para se viver um momento de união como o relatado. A pessoa precisa se abandonar, esquecer do próprio orgulho e pensar no prazer mútuo pra realizar tal união, pois é nos esquecendo sentimentos  egoístas e ambíguos,  que podemos adentrar o mundo das energias sutis necessárias para um sexo de verdade.


É difícil nos dias de hoje as pessoas terem essa noção aprimorada de sexo, pois a sociedade tende a moldar o que somos e pensamos. Não é necessário ter meses de namoro, ou promessas de casamento para ter uma relação sexual satisfatória, e nem é só a relação que faz um relacionamento dar certo, apesar de fazer parte e ser importante na relação a dois. Pra viver algo assim é preciso quebrar pré-conceitos e idéias que nós temos, e nos concentrar no todo que nos cerca, procurando focar no mutualismo.


Concentrem-se no que eu lhes relatei, tentando ao menos prestar atenção nas suas próprias atitudes e posturas em relação ao sexo. Fazer o que eu fiz funciona e dá resultados que vocês levarão pro resto de suas vidas!

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Devaneios e ensaios da mente humana


Nós somos o que pensamos ou pensamos o que somos? Nós controlamos a nossa mente, ou é ela que nos controla? Qual é a diferença entre o real (o que se vê) e o imaginário (o que se pensa)?

Eu já me fiz essas perguntas. Mais de uma vez. E não consegui estabelecer uma linha realmente fiel, crível, que pudesse diferenciar esses opostos.

No entanto, eu descobri que, para certas situações e momentos a capacidade mental faz toda a diferença. A potencialidade que a mente tem de extrapolar os limites “visíveis” da imaginação e do Espaço / Tempo é de impressionar até os mais desconfiados e incrédulos.

Era uma vez Emese (se pronuncia Emeche), uma pequena, esbelta e sorridente húngara de Budapeste. Ela foi à França, para um encontro religioso, e lá, por acaso, me conheceu. O que nos levou ao conhecimento mútuo foi a troca de olhares, que aliás são ferramentas poderosíssimas, usadas de forma nem sempre inteligente, para conquistar, se comunicar e trocar sensações.

Na primeira troca de olhares ela já me causou curiosidade pela forma que retribuiu e sorriu. Logo depois nós estabelecemos um contato mais íntimo, sob a forma de uma apresentação formal e alguma conversa. E depois dessa introdução parece que as nossas mentes se interligaram. Toda vez que os nossos olhos se encontravam a minha mente simplesmente transformava a minha noção de Espaço / Tempo. Era como se durante UM segundo (o tempo de um olhar) durasse UM minuto. Me dava a sensação de que eu estava em outro mundo, como se eu estivesse na mente dela, no mundo dela. É claro que eu não podia ver com clareza o que acontecia na minha mente, eu simplesmente sentia algo forte e incrivelmente radiante me invadir. Trocar um olhar com ela era como entrar em outro mundo, viver um momento que na concepção humana é difícil de explicar e até de compreender.

Até hoje não sei explicar o porquê do que me aconteceu. É sabido que nós somos limitados, até por que não somos capazes (pelo menos a maioria) de usar a nossa mente na sua plenitude e potencialidade. O que eu vivi foi algo muito além das ilusões a que estamos acostumados a ter, essas decorrentes de processos mentais que ainda desconhecemos. Foi uma experiência transcedental, e que acontece quando estamos em harmonia com tudo ao nosso redor. É preciso uma certa tranqüilidade interna pra que se possa viver uma situação dessas. Não é fácil entrar em sincronia com outra pessoa.

O que me fez ter certeza da credibilidade dessa experiência é que ela foi única, o que certamente as nossas ilusões não são. A mente está sempre ativa, assim criando e extinguindo fatos e ilusões a todo momento. Se prestarmos atenção dá pra perceber a maioria das situações ilusórias que nos cercam. Mas uma vivÊncia de momento tão intensa como a relatada não pode ser simplesmente um artefato virtual. Não quando envolve sensações que duas pessoas sentiram simultaneamente durante o processo.

Tudo isso só para dizer que a mente tem mecanismos traiçoeiros,  e outros simplesmente fantásticos a ponto de alterarem as nossas percepções em tempo real.

Não sei se cabe a  nós desvendar os mistérios da mente humana, mas saber aproveitar os que se mostram a nós, ah isso sim nós podemos e devemos fazer, para assim tentarmos entender melhor o mundo e a nós mesmos.

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Reflexões sobre a solidão


O que define a solidão? Sentir-se sempre só, estar só, morar longe da família, estar sem amigos, estar em outro país ou nada disso?

Será que quando namoramos, temos amigos ou estamos com a família, estamos REALMENTE ali presente com eles? Ou será que idealizamos todos esses momentos, iludindo a nós mesmos e enchendo a mente de meios de se proteger do medo da solidão, como se a solidão fosse algo externo, gerado pela falta de contato humano, seja ele profundo ou superficial?

Eu penso que a solidão é inerente ao ser humano. Ele nunca estará realmente, de corpo e alma com quem ama e gosta, por que ele É solitário por natureza. Vivemos em sociedade para que possamos nos descobrir através dos outros, e não para que eles sejam parte de nós. Porém é isso que buscamos quando nos relacionamos com os outros, e é simples explicar o porquê. Nós somos ignorantes no que toca ao auto-conhecimento e isso gera medo, pois não sabemos como agir, sentir, pensar e até viver. Por isso estamos sempre nos cercando de pessoas pra que possamos nos espelhar nelas e a partir daí nos entender.

O ser humano, sem todos os valores, idéias e relações é simplesmente VAZIO. Ele se enche de concepções que estão ao alcance dele, mas que, por conta da falta de auto-conhecimento acabam somente por ilusóriamente preencher o vazio que ele sente. Pensemos: se nós não nos sentíssemos tão sós por que então procuraríamos nos envolver tanto com outras pessoas?


O SER HUMANO, POR NÃO SE CONHECER, DESCONHECE A FORÇA E TODO O CONHECIMENTO INTERIOR, E POR IGNORÂNCIA DISTORCE A REALIDADE E ACABA TENTANDO PREENCHER O SEU VAZIO (FALTA DE CONHECIMENTO) ATRAVÉS DE RELAÇÕES E IMERSÕES NO MUNDO MATERIAL, SEM PERCEBER QUE O SEU MELHOR AMIGO, COMPANHEIRO E PARCEIRO É ELE MESMO, E POR CAUSA DISSO ELE ACABA POR SE RELACIONAR COM OS OUTROS BUSCANDO “APAGAR” ESSA SENSAÇÃO RUIM DE SOLIDÃO, E NO FIM VIVE PARA OS OUTROS E NÃO PARA ELE MESMO.


A verdade é que não precisamos de família, amigos, namorado (a) pra abafar essa solidão, e sim conhecer a nós mesmos, pois estar com eles não amenizará a nossa situação. Aliás, de que adianta namorar pessoas que têm medo da solidão, que estão cheias de pré-conceitos e estereótipos sobre tudo e todos. Só com uma relação aberta, seja de amizade ou namoro que se pode realmente ser feliz, pois esse tipo de relação preceita que se deve aproveitar o momento presente ao máximo, VIVENDO realmente a situação, sentindo REALMENTE a presença e as intenções do outro.

Vale mais UM mísero momento de felicidade intensa e real do que anos de infelicidade. O problema é que as pessoas distorcem as coisas, por medo da solidão e até por falta de compreensão e acabam desperdiçando e ignorando esses momentos. Como aprender sobre nós e o mundo SEM viver de verdade a vida, aproveitando os sinais e os momentos intensos que ela nos proporciona. Não devemos confiar demais no nosso intelecto, que é limitado e obtuso. Como podemos querer saber quem ou o quê é Deus se não sabemos nem mesmo o que é Solidão e porque a sentimos?

Como já disse o ditado: “melhor sozinho do que mal acompanhado”. Não basta ter sentimentos por alguém pra estar com a pessoa. É preciso também ter consciência da nossa solidão interna, pra não ficarmos presos às pessoas por medo, pois sem esse medo podemos sentir e viver de verdade os momentos.

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Divagações de um viajante


  • Certa vez eu estava em cima de uma bicicleta, numa viagem de 600km com um amigo, e me peguei observando e me indagando sobre o que me cercava ali. “Por que o tempo parece parar quando saímos do frenesi das cidades?”; “Por que nós insistimos tanto em mergulhar no mar de informações e relações sociais que por si só dominam as metrópoles?”. Essas foram algumas das perguntas que me fiz na época. Indagações assim parecem não ter fundamento se pensarmos que nós não precisamos de tudo isso que nos cerca nas cidades. A verdade é que exageramos muito. Adquirir e saber informação, criar, inventar e alimentar relações sociais se tornaram vícios na sociedade ocidental contemporânea.

  • Ali em cima da bicicleta, cercado pelas florestas, vales, mar e plantações eu sentia menos necessidade dos luxos da cidade. Pão com queijo e tomate me bastavam como refeição, então pra que caviar, foie gras, spaghetti al sugo e outras delícias quando um pãozinho basta? Isso serve pra nos mostrar o quanto a natureza nos influencia. Os animais comem só o que precisam, e naquele contato com o selvagem eu me via como um simples animal: me alimentando frugalmente, porém saboreando meu alimento com mais intensidade do que na vida urbana, pois não havia nada que me tirasse a atenção.

  • Essa viagem não me mostrou que eu devia abandonar a cidade e os costumes urbanos pra me isolar na natureza, e sim pra que eu aprendesse que devemos limitar o fluxo de coisas que nos chegam por influência da vida na metrópole, pois que elas enchem a nossa mente de coisas dispensáveis, nos levando a não sentir mais o sabor e o cheiro das coisas simples que nos rodeiam. Paremos um momento pra pensar no meio do caos em porque existe  o tempo presente. Nós vivemos no passado e no futuro, no entanto a natureza vive somente o presente. Foi isso o que me chamou mais a atenção quando mergulhei nesse mundo inóspito por alguns dias. Soltem-se das amarras que os prendem e saboreiem a liberdade que lhes é dada pelo presente: vivam!



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